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 O M42 Command Car

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MensagemAssunto: O M42 Command Car   Qua Out 31, 2007 8:09 pm

Iniciando a área história, estou postando esta matéria sobre o M42 Command Car, a idéia é ir alimentando esta seção com novas matérias mensalmente. Boa leitura.



Texto e imagens retirados da revista Military Vehicles e traduzidos para o português por: Douglas J. Paula.

por David Doyle:

A Segunda Grande Guerra foi o primeiro grande conflito em que o exército dos EUA esteve envolvido de uma forma principalmente mecanizada. Enquanto um número de caminhões Liberty entre outros estiveram presentes no curso da Primeira Guerra Mundial, o principal meio de transporte continuou gastando os sapatos – tanto de aço como de couro.

Com a nação se preparando para o segundo conflito global, um grande número de fatores faziam parte do programa de obtenção de veículos militares. Um destes fatores era aproveitar o poderio industrial da América. Cada fabricante automotivo tinha seus próprios desenhos, e cada um pensava que seu desenho era o melhor. Isto levou a uma quase total falta de padronização, especialmente no período pré-guerra e início do conflito. Outro fator foi a formidável rivalidade que existia entre departamentos do exército. Quartéis-generais, artilharia e cavalaria todos tinham suas próprias prioridades, que iam do design de capacetes até os tanques. Adicione a isso muito pensamento retrógrado do que pensamento no futuro.

O carro de comando foi um produto de toda esta rivalidade. Essencialmente um carro de excursões com tração nas quatro rodas e teto aberto, os veículos de meia tonelada das séries VC e WC relembram os dias em que os comandantes dirigiam as manobras através de mensageiros e bandeiras, do topo de uma colina distante usando telescópios. Mas o que acontecia era uma nova paisagem de campo de batalha, com sinais eletrônicos, rádio e radar que mudaram esse cenário de guerra. As experiências em campo demonstraram que os veículos de meia-tonelada eram inadequados para as necessidades de modernização da força, e então um modelo de três quartos de tonelada foi desenvolvido. Três na verdade: um com guincho mecânico, outro sem e um equipado para instalação de rádio. Os veículos equipados com rádio utilizavam sistema de 12 volts enquanto os demais utilizavam sistema de 6 volts.

Enquanto isto foi um passo a frente, este mesmo avanço teve seus inconvenientes. Nada menos do que o projeto incomum da carroceria. As partes específicas da carroceria acabaram exigindo uma diversidade de fontes de produção específicas ao invés da produção de veículos de ¾ de tonelada, de uso geral e padronizados, sua necessidade de mais partes específicas no canal de fornecimento acabou representando um problema tático. A carroceria arredondada no campo de batalha, chamava a atenção para o veículo e seus ocupantes. Tenha em mente que nessa mesma época, curvas e lonas eram fornecidas em guinchos, caminhões tanque e outros veículos de uso específico para diferenciá-los como caminhões de carga. A carroceria especial dos WC-56, WC-57 e WC-58 foi de frente a essa estratégia. Não surpreendendo, estes veículos foram descontinuados antes mesmo do fim da guerra.

Com a chegada do fim das hostilidades, começaram as reuniões para os planos futuros de armas de defesa da América. No volumoso relatório de outubro de 1944, a Junta de Equipamento Armado recomendou o desenho de um futuro carro de ¾ de tonelada, cujo corpo fosse adaptável ao uso como um pequeno posto de comando. No relatório de outubro de 1945 a Junta de Equipamentos do Departamento de Guerra apontou a necessidade para uma maior uniformidade e intercambialidade entre veículos e componentes. O mesmo relatório recomendava que a futura série de veículos de ¾ de tonelada fosse limitada a veículos com dois tipos de carroceria: ambulância e um de carga todo uso.

O relatório de maio de 1951 do Painel de Veículos Militares com Rodas, apresentou muitos elementos característicos da próxima geração de carros de comando. Todos os veículos táticos dos EUA tinham que ter um sistema elétrico de 24 volts, possibilitando instalar um rádio em qualquer veículo da frota. Entretanto a necessidade por um carro de comando com corpo especializado como o da 2ª Guerra foi considerada desvantajosa do ponto de vista da produção, fornecimento e tático.

Entra o M42

Assim o cenário foi preparado para a introdução do M42, construído pela Dodge. O M42 era essencialmente um M37 com um kit instalado para uso na linha de comando. A mais evidente das características deste kit era a cobertura da caçamba, que incluía quatro janelas plásticas de cada lado e cortina de cobertura. Abaixo da cobertura notam-se outras diferenças. Uma luz para leitura de mapas com extensão e uma mesa para mapas. A mesa para mapas era feita com chapa de compensado de ½ polegada e duas pernas telescópicas e podia ser usada tanto dentro quanto fora do veículo, quando não utilizada a mesa de mapas fixa à lateral interna.

A luz para mapas era montada próxima a cabine do veículo, a extensão permitia que ela fosse utilizada em qualquer parte do veículo e era ligada a uma caixa de junção na cabine e passava por uma aba na parte de trás da lona da cabine, esta mesma caixa de junção servia para a ligação do rádio.

Outra parte do kit era uma escada para facilitar a entrada dos oficiais à traseira do veículo.

Enquanto que o rádio não era um acessório incluído no kit do M42, a instalação de rádio nestes veículos era algo comum. Assim não há uma configuração de rádio padrão para o M42. Alguns dos equipamentos de comunicação usuais eram o RT-66/GRC para unidades armadas, RT-67/GRC para artilharia, ou RT-68/GRC e RT-70A/GRC para unidades de infantaria. Os rádios eram montados no assento para tropa do lado do motorista. Assim como os veículos equipados de rádio G-741 foram equipados com geradores de 100A o M42 não foi exceção.

Um componente final do kit do M42 uma placa que identificava a nova designação do veículo. Esta placa era sempre removida quando o veículo era convertido de volta para um M37 “normal”. Por esta razão, hoje é bem difícil encontrar um M42 em condições originais.

Fotos:



O avô do M42 foi o Dodge Command Car de 1/2 tonelada no período pré-2ª Guerra. Em muitos aspectos ele exibia todas as características que o M42 superou. Tinha potência insuficiente, suspensão inadequada e sem provisão para rádio.
Patton Museum, Fort Knox, Kentucky


O WC-58 tinha melhorias em áreas chave. A grande caixa de bateria no estribo do lado do passageiro era o coração do sistema de 12v e diferencia este veículo dos modelos de 6v WC-56 e WC-57. Isto permitia que um rádio fosse montado no WC-58 a melhor suspensão e motor mais robusto eram as grandes melhorias.
US Army TACOM LCMC


O M42, como o resto dos veículos da série M do pós-guerra, continha melhorias nascidas das lições da guerra. Um sistema integral de 24v fez todos os veículos desta série M capazes de transportar um rádio. Sua carroceria, motor e suspensão eram mais fortes que a de seus predecessores.
Patton Museum, Fort Knox, Kentucky, EUA


Esta imagem do manual técnico ilustra como a mesa para mapas podia ser facilmente retirada da caçamba do veículo. Posicionada desta maneira ela permitia ser utilizada para instruções a grupos.





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